A tentativa da desmobilização: a quem interessa?

Em Assembleias democráticas ocorridas em Itacoatiara, Parintins, Tefé, Manaus e Tabatinga, os docentes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) decidiram por uma mobilização programada para o dia 10/11/15 (terça-feira). A pauta é o cumprimento do PCCR de acordo com a Lei 4061/14, o que não vem ocorrendo desde janeiro de 2015. Isto ocorre porque, comparativamente ao texto descrito na Lei 4061/2014, os percentuais aplicados de reajuste somados ao dissídio (e não TR) como mencionado pela Gestão Superior da Universidade não foram repassados. O dissídio de 2014 não foi incorporado em 2015, e o dissídio de 2015 sequer aconteceu. O motivo apontado? A crise.

A Gestão Superior tem direito ao contraditório, e neste quesito convém esclarecer que a nota publicada no site oficial da Universidade com a data de hoje, considera que não houve perda real de salário diante da inflação. Convém esclarecer que o IPCA do IBGE, é um dos índices menos utilizados para demonstração de inflação real, uma vez que é o Índice oficial do Governo Federal, e só considera a renda de 1 até 40 salários mínimos, por família, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) por exemplo, considera  todos os níveis de renda. Há outros métodos para cálculo de inflação acumulada.

tabela 1 resposta

O que se pode concluir com a demonstração dos índices de inflação, é que estes podem variar, porque as metodologias para cálculo final são diferentes.

O momento aqui é de luta pelo PCCR, Lei 4061/15. Afirmar que tivemos ganhos reais acima da inflação utilizando o IPCA, que tem as suas limitações no método, e tentar nos desmobilizar com 0,7715% de diferença positiva, isto é, menos de 1%, chama a atenção. Se somos todos docentes, a quem interessa um salário com perda real?

A mobilização, como dito desde o início, não considera a Gratificação de Produtividade Acadêmica, por entendermos que esta não integra o salário, sendo apenas o que é, uma gratificação. Tampouco é extensiva a todos os docentes da UEA. Do mesmo modo, não estamos avaliando o crescimento dos Restaurantes Universitários. A discussão é oportuna para o momento em que a Gestão Superior prestar contas à comunidade sobre as despesas de 2015, o que imaginamos irá acontecer em breve através da chamada de reunião do Conselho Curador.

Some-se a esta diferença, o atraso não muito esclarecido no pagamento do Adicional Noturno e mais recentemente, o atraso (também não explicado) no pagamento do Auxílio Alimentação.

Se olharmos para a inflação acumulada de 2015, pelo mesmo índice utilizado (IPCA) no comunicado da Gestão Superior, já estamos com inflação em 8,52%, ou seja,

numa conta rápida: 8,52% – 0,7715% = 7,7485% (perda acumulada)

Sugerimos à Gestão Superior não confundir a comunidade. Você, colega professor e técnico, sabe o quanto a inflação vêm corroendo seus ganhos, e não será uma alteração de métodos e cálculos que irá mudar essa realidade.

Mobilização em 10/11/15 (terça-feira), por uma UEA mais transparente, mais eficaz e próxima de seu quadro de técnicos e professores! 

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